Conta aí no dedo, quantas bandas da década de 60 a 80 você é fã de carteirinha.
Agora conta aí só as bandas da década de 90 pra cá.
Por mais que se faça birra, insista que antigamente era melhor, em quantidade não tem nem comparação. A música nunca esteve acabando, não está e nem vai acabar. Necessidade é a mãe da criatividade.
Atualmente, é muito mais fácil fazer fama que antigamente. Todos conhecemos o caminho das pedras, sabemos como fazer pra ser famosos. Não tem nenhum segredo: Estude, pratique, divulgue e pronto. O dinheiro segue os melhores, se você corre atrás dele já se auto-intitula um dos não-melhores.
Hoje a música é muito mais diversificada e tecnicamente muito mais complexa que antigamente. Música atonal é, tecnicamente, mais complexa que a famosa música erudita clássica. Hoje arrancamos sons de qualquer coisa, inventamos instrumentos e revivemos os antigos.
Gravamos uma música hoje, em casa, com microfones de computador e adaptadores bons de modo a chegar bem próximo da qualidade de estúdios caros. Amanhã nossa música já foi ouvida por extrangeiros e podemos ter fãs que Liszt, Vivaldi e Bach nunca alcançariam nem que tocassem em todas as cidades do mundo.
Conheço gente que nunca ouviu Led Zeppelin, nunca ouviu falar de Black Sabbath, nem sabe quem é John Lennon.
Não gosto desses fãs cegos. Não que Beatles ou Elvis seja ruim, pelo contrário, merecem tanto respeito. Mas esse amor cego, essa paixão falsa, essa hipocrisia geral, um tipo de inconsciente coletivo. Temos a maior dificuldade pra assumirmos, admitirmos e definirmos o quanto gostamos de algo, natural como qualquer outro sentimento. Não acho saudável só ir na onda, por mais que seja uma boa onda. Pensar por si próprio e errar vale mais que acertar pelos outros.
Elis já cantava: "É você que ama o passado e que não vê, que o novo sempre vem".
Acho incrível como evoluimos sem parar, mas o colapso está próximo. Sempre esteve. A Idade Média levou mil anos pra acabar, a Moderna outros dois. Agora já estamos no segundo século da Idade Contemporânea, mas será que estamos mesmo na idade contemporânea?
Para mim, e para alguns grandes historiadores, a queda da União Soviética pode ser comparada à queda de grandes impérios de antigamente, gerando uma nova Era da humanidade. A Era Digital, em que vivemos muito mais virtualmente, já está aqui há quase 20 anos. Porque só agora a mídia vem dizer toda essa ladainha nos nossos ouvidos? Agora temos passado e base de idéias para a mídia falar, já é algo realmente consolidado, não é mais moda nem tendência, é cotidiano. Transformar tendências em hábito leva tempo, e isso é o que não se conhece mais hoje.
O tempo foi distorcido e corrompido por Einstein quando estipulou uma idéia mais maleável de tempo, massa e energia. Hoje, tempo não é tempo, tempo é dinheiro, é stress, é tudo culpa do tempo, e o tempo cura tudo.
Mentira.
Idéia mastigada e cuspida em nós. Sabemos que é assim, mas temos preguiça de pensar. Preguiça é a única palavra que explica a burrice. Genética é probabilidade e probabilidade é irrelevante quando se trata de conquistas pessoais. Pensar, amar, gostar, ser feliz. Não existe probabilidade nesse ambiente. Por sorte, ainda não inventaram a Engenharia Humana, então não podemos aplicar probabilidade nesse ambiente da psiquê humana.
O problema é que aprendemos desde pequenos, minto, não aprendemos nada. Gravamos na memória os caminhos mais curtos, os atalhos. Nossos pais resolvendo nossos quebras-cabeça, montando nossos Legos. Isso é anti-psicologia.
Cultura? Não. Cultura é algo que nos cresce enquanto seres humanos, cultura não é atraso, é evolução. Cultura abre novos horizontes na mente, isso é que gera gênios, nenhuma escola cria gênios, somos nós, nossa cultura acumulada, nossa disposição mental de pensar. Pra que ter preguiça de pensar? Gasta energia! EMAGRECE! Repito, como samba da Globo: E-MA-GRECE!
Pensar cansa, nada melhor pra descansar a mente que uma atividade programada: Esporte.
A fórmula não é nova, não disse nada que ninguém já não tivesse ouvido, mas eu disse.
O que falta não é dizer, é a compreensão, bom senso. Nada melhor que alguém da sua altura pra falar no seu ouvido. Qualquer adulto falando esse discurso passa pra lá, mas isso é que eu acho que é maturidade. Aprender a aprender. Ouvir e saber tirar sempre o melhor. É isso que falta.
Too much information. Podia escrever um livro sobre isso.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
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Um comentário:
cool
quem é vc? o.O
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