sexta-feira, 14 de março de 2008

Sobre minha vida

Nas profundezas de minh'alma guardo um romantismo contido.
Sou o primeiro da união da família italiana e portuguesa.
Minha mente se estreita em meu peito, e suprime meu sentimento.
Ostento meu pensamento à frente de meu tempo,
vivo a imaginar o futuro e suas carícias tocando minha pele enquanto durmo,
são minha atual consorte.
Estendo sobre meus ombros um estranho porte,
De quem não teme a sorte,
Nem as calúnias da morte.
Extraíndo minhas entranhas, escontrar-se-á um sangue Amazonas
Corre em seu leito caudaloso e forte,
Escuro e deveras carregado de sedimentos,
Horas forte, horas fraco
Que transforma qualquer simples batida de meu coração
Em uma extensa paixão que deságua numa foz em delta
Que não conhece obstáculos
Pois que quando me encontro sob sentença de morte,
A corda em meu pescoço se estreita,
A mão viva se incendeia
E o corpo inteiro se candeia
Enquanto o coração bombeia
O sangue lusitano,
E deveras, também italiano
Que não sabe descender sem extravagância
Que na hora que a pátria me nega a estância
Irrompe em chamas de Ira e Ódio, e outros sentmentos mais complexos
Abatendo com o golpe mais angular
Dando aos meus inimigos o pesar
De permanecer em pé e lutar
Pois que no fundo não me aguento
Pois que de pouco sentimento
Não se vive o sangue lusitano
Sangue grosso e carregado,
Irrompe minha pele e inunda minha boca
Me afoga de popa e proa
No sentimento desgraçado
Na visão do pecado
Na tremenda sensação de meu fado;
Em imensa supressão de pesado;
E não me deixa guardá-lo para mim
Em obra de morte
Deleito-me com valkírias
Ilusões da sorte
E vejo-me, pesarosamente
A guardar minha consorte
Para num futuro
Viver no presente
Tendo sempre em mente
Quem sou realmente.

Pois que na dor meu coração morde,
pois que na fé meu coração cede,
pois que na sorte meu coração sonha,
pois que na tez não levo nenhuma emoção,
que meu coração, profundamente vive
em constante estado de euforia
pois que na verdade, mergulho em agonia
pois que meu coração se afoga em lágrimas,
enquanto meu rosto explode em sorrisos
pois que quando realmente sinto algo tão forte
que de uma só vez,
transpassa de meu coração para minha tez,
Sinto-me envergonhado e lisonjado
Fecho meus olhos, e profundamente clamo
Pois que em minh'alma, deito-me com as fadas
Do perdão, da paixão e do amor
E num lapso, um relapso confuso
de quem Sinceramente
Ama.

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